Resenha: Grey's Anatomy

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Muitas pessoas não conseguem entender o porquê de Grey’s Anatomy estar no ar há um pouco mais de 12 anos e ainda fazer tanto sucesso. Talvez você seja uma dessas pessoas, mas, para mim, que acompanho a série desde 2005, é completamente compreensível seu sucesso.

FICHA TÉCNICA: Grey's Anatomy é um drama médico norte-americano, escrito por Shonda Rhimes, exibido no horário nobre da rede ABC. Seu primeiro episódio foi transmitido pela primeira vez em 27 de março de 2005.

SINOPSE:
Meredith Grey, filha da renomada cirurgiã Ellis Grey, é selecionada como interna do Hospital escola “Seattle Grace”. Lá ela conhece outros internos, dos quais viram seus amigos. A trama retrata os primeiros meses dos personagens como internos e como é o dia-a-dia no hospital. Entre as tramas, destacam-se os esforços de Meredith para manter em segredo seu relacionamento com o Dr. Shepherd e o fato de que sua mãe possui Alzheimer.


No início é comum olharem para a história e defini-la como “uma série qualquer em que há muito sexo” e, bom, não estou aqui para dizer que não é verdade, mas Grey’s Anatomy vai além dessa visão limitada. Então, aqui estou eu para te trazer outros motivos – e possivelmente mais relevantes – para assistir essa série. 

Mas antes de lhe apresentar esses motivos deixo meu primeiro aviso, o qual sempre dou quando indico Grey’s para alguém: esteja preparado para sofrer. 

A série tem como personagem principal Meredith Grey (Ellen Pompeo) e conta sua vida dentro e fora do hospital. Entretanto, apesar de haver uma personagem principal, existem diversos personagens que trazem mais histórias paralelas à trama, o que torna a série muito mais interessante, evitando aquela obrigação de desfecho da história, já que um desfecho, pode ou não, deixar uma outra em aberto. 

Desses personagens é bem provável que você se apegue à um deles, ou porque você se identifica com o mesmo, ou porque a história dele é tão difícil que você não entende como ele levanta todos dos dias de manhã e enfrenta tudo aquilo. Seja lá qual for o motivo de você se apegar ao personagem, caro leitor, isso é comum e você não está sozinho. Mas cuidado, é bem provável que algo aconteça com ele, já que a fama da escritora é tão boa quanto a de George R.R. Martin (escritor de Game Of Thrones), afinal, seu apelido carinhoso não é Shondanás a toa. 

Ainda sobre os personagens, você pode observar que, cada um tem uma história impactante, te levando a fazer comparações com sua vida. E isso acontece não só com os personagens regulares, mas também com os pacientes que vêm e vão do hospital. Uma forma de inspiração maravilhosa, que pode ajudar você a lidar melhor com seus próprios problemas. Em outras palavras: é tão bom quanto terapia.

A série fez tanto sucesso que, no ano de 2007, foi feito um spin-off, intitulado como Private Practice, contando a história de Addison Montgomery, uma das personagens de Grey’s Anatomy. Mas isso é história para outra resenha...

Grey’s Anatomy já conquistou diversos prêmios nesses doze anos. Um deles no “People's Choice Awards” de 2016, onde ganhou como Melhor Série Dramática (além de melhor atriz de série dramática para Ellen Pompeo, vulgo Meredith Grey). Por que estou falando desse prêmio, especificamente? É simples. Neste prêmio, Ellen Pompeo, faz um discurso descrevendo em poucas palavras sobre do que a série se trata e, aqui, está um trecho dele:

“Vocês vão concordar comigo. Nosso show é sobre compreensão e compaixão, tolerância e gentileza, que são temas que poderíamos usar mais vezes aqui fora.”


Caso você não tenha se interessado antes pela série, talvez esse quote ajude. E por falar em quotes… Não é incomum ver trechos das falas ou das narrativas espalhadas pela internet, afinal, Grey’s Anatomy é rica em frases de efeito de reflexão e isso é uma das minhas partes favoritas em acompanhar a série. 

Eu não sei qual é a fórmula certa do sucesso de Grey’s Anatomy, mas posso dizer à você que considero uma série completa. Com excelentes atores, escritores, produtores e diretores. Você pode ficar com raiva em alguns episódios e dizer “Nunca mais vou assistir isso!” ou “Já deveria ter acabado!”, mas lá estará você novamente (querendo não ter dito nada daquilo), porque é viciante, contagiante e incrível.

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