Resenha: Outlander (Série)

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Sabe aquela série que é pouco comentada e você acha que deveria ter mais valor? Pois bem, hoje, trago uma dessas séries para vocês. Foi uma indicação de duas amigas e devo confessar que demorei para assistir, já que romance histórico nunca foi o meu tipo de série ideal, mas assim que comecei a ver fiquei fascinada pelos personagens, mas, principalmente, pela história. Afinal, quando romance, ficção e história andam de mãos dadas nós temos que parar para assistir. 


FICHA TÉCNICA: Outlander é uma série de televisão britânica sobre viagem no tempo, de uma forma mística, criada por Ronald D. Moore, baseada nos livros de Diana Gabaldon.

SINOPSE: Após o término da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira, Claire Randall e seu marido Frank, desfrutam de uma segunda lua de mel em Inverness com o intuito de se reaproximarem depois de tanto tempo separados. Mas, um acontecimento, faz com que Claire volte para o ano de 1743, período complicado na Escócia.



A série é baseada nos livros de romance histórico (atualmente há oito deles) da Diana Gabaldon, tendo lançado seu primeiro livro Outlander a Viajante do Tempo em 1991. Infelizmente, ainda não posso dizer muito sobre os livros, pois estou no primeiro (lerda), mas certamente é maravilhoso e tem me cativado tanto quanto a série. 

Agora, vamos lá. 

Imagine que você, caro leitor, acabe, de alguma forma, sendo transportado para uma época em que não há carros, medicamentos e medicina moderna e, muito menos, energia elétrica? Difícil, não? Ou, pelo menos, para quem está acostumada(o) com todas estas facilidades, podem imaginar como a personagem se sente nesse mundo que pouco conhecemos. 

É isso o que acontece com a Claire. Ela acabara de sair da Segunda Guerra Mundial, onde presenciou o pior lado do ser humano, como enfermeira. Finalmente, a guerra chegara ao fim e ela poderia reencontrar seu marido, Frank, que também havia trabalhado na guerra como oficial. Eis que fazem uma viagem para Inverness, nas Ilhas Britânicas, para terem uma segunda lua de mel. 

O reencontro vai bem, até que ambos presenciam um ritual intrigante em um círculo de pedras antigo (Craigh Na Dun). Dias após presenciar esse acontecimento, ela decide voltar às pedras, mas algo inexplicável acontece. Claire se vê em uma época diferente da qual ela pertence. Em 1743. Período violento na Escócia, dominada por clãs guerreiros. 

Além da violência, qualquer um que conheça um pouco de história, sabe como as mulheres eram tratadas e, por mais que Claire já tenha vindo de uma época em que a mulher não era devidamente valorizada, a situação em 1743 é muito mais complexa, pois a) se soubesse tratar um doente a mulher não era nada mais, nada menos, que uma bruxa e poderia ser queimada viva, b) estupro acontecia facilmente, pelo simples fato de que muitos dos homens achavam ter o direito e poder para tal ato e, c) Claire era inglesa em terras escocesas. 

Dito isso, sabemos que o período não era favorável para ela e, evidentemente Claire acaba passando por diversos perigos que tendem a ameaçar a sua vida de muitas formas. Uma dessas ameaças é Jamie, um jovem guerreiro escocês com uma história bastante conturbada. Mas, não pensem vocês que ele é uma ameaça à vida de Claire, bem pelo contrário. Logo no início vão perceber que Jamie é um bom rapaz e sua ameaça, na realidade, é fazê-la se sentir dividida entre ele e seu marido Frank, que está em 1945. 

Muitos podem ler até aqui e dizer “É apenas mais uma história de amor” ou “é voltada para o público feminino” e, não posso negar que seja uma história de amor, mas Outlander têm muito mais a oferecer. Outlander traz a história das pessoas daquele período, marcada por rebeliões e batalhas entre os reinos da Inglaterra e Escócia. Além disso, há uma sacada muito interessante que são, histórias que parecem desconexas e, em outro momento, acabam se conectando ao todo, fazendo com que cada personagem tenha sua função e grau de importância na trama. 

Algo que é importante ressaltar, mas que não é agradável, é que Outlander contém cenas absurdamente pesadas, desde mortes à estupros e, nada disso é fácil de assistir (a não ser que você seja uma pessoa sádica, felizmente, não é o meu caso), porém isso acontecia com frequência e não é algo que se possa camuflar em uma história tão abrangente como esta. Por isso, deixo aqui meu aviso: se você é uma pessoa sensível e espera ver um romance onde tudo são flores, Outlander não é a série ideal para você. 

Sem mais delongas, posso acrescentar aqui que, os cenários e figurinos são fiéis à época de uma forma encantadora, deixando você com aquela vontade de visitar a Escócia. 

E, claro que não posso deixar de falar desse elenco maravilhoso. Caitriona Balfe (Claire) nos faz sentir não só a angústia, mas, também, a força e coragem que Claire possui. Sam Heughan (Jamie) conquista à todos por ser o típico homem que grande parte das garotas gostariam de ter. Mas, em minha humilde opinião, Tobias Menzies (Frank/BlackJack) trabalha com a devida perfeição ao conseguir nos apresentar dois personagens completamente diferentes, deixando, nós, pobres telespectadores, indecisos se devemos amá-lo ou odiá-lo. 

Atualmente, a série está caminhando para a sua terceira temporada, que será transmitida em setembro. E, espero que, com essa pequena resenha tenha feito com que vocês se interessem pela série.

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