Resenha: The Shack

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Todos os leitores têm seus livros favoritos e, muitas vezes, sonham com o dia que, pelo menos um deles ganhará um filme. E finalmente, depois de anos de espera o meu dia chegou.

Como esperado, o filme não funciona exatamente como no livro, mas o objetivo principal, a essência da história, não foi retirada. Ela está lá e não deixa de te tocar profundamente.


FICHA TÉCNICA: The Shack (A Cabana em português) é um filme dirigido por Stuart Hazeldine, baseado no best-seller mundial do escritor canadense William P. Young.

SINOPSE: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.



O filme conta a história de Mackenzie - narrada por Willie, seu vizinho e amigo -, tendo seu início quando ele ainda era criança, vivenciando situações difíceis, como uma das formas de justificar a sua pouca fé. Para quem conhece o livro, sabe que essa cena não pertence ao livro, porém encaixa perfeitamente e, em minha opinião, é completamente aceitável.

A partir desse momento, a narrativa passa para a vida adulta do personagem principal da trama. Mackenzie é casado com Nan e tem três filhos - Kate, Josh e Missy. Todos vão à igreja regularmente, mas o homem não se sente conectado com Deus, como sua família. Para você ter uma ideia, sua mulher, Nan, chama Deus de “Papai”, demonstrando uma relação próxima e de confiança com o mesmo.

Sua família era muito feliz e próxima, até que algo inesperado acontece. Mackenzie vai acampar com seus filhos e ao ver o seu filho mais velho em perigo, corre para resgatá-lo, neste meio período, sua filha mais nova, Missy, desaparece e há evidências de que ela foi violentada e assassinada, porém eles não encontram o corpo.

É evidente que a família toda é abalada com o acontecimento, mas Mack se sente completamente culpado por não ter protegido sua filha e acaba se fechando com sua família e se torna uma pessoa triste e amargurada. Anos depois, Mack recebe uma carta assinada como “Papai”, convidando-o para voltar a cena do crime (a cabana) e a partir daí a história começa a desenrolar.

São diversos ensinamentos na trajetória de Mackenzie à cabana, em um filme de duas horas, talvez seja difícil observar todos, porém é possível notar alguns temas (ao meu ver) principais:

  • Amor divino: a história enfatiza o amor de Deus, dizendo que ama todos de uma forma especial, pois para Ele, todos são especiais, independente de quem seja;
  • Perdão: Somos ensinados a perdoar e que, o perdão, é fundamental para que sigamos em frente de uma forma mais livre;
  • Não julgar: Nós vivemos julgando às pessoas por tudo, como se fôssemos Deus e como se soubéssemos o que é certo e o que é errado. Aí é que está! Ninguém sabe, assim como Mackenzie não sabia;
  • Confiança: É preciso estabelecer uma relação de confiança com Deus, acreditar que Ele fará o que é certo. Mas não o nosso certo. O certo dEle.

A compreensão da história é difícil, afinal somos humanos. A nossa forma de raciocínio é diferente e para algumas pessoas vai ser complicado assistir sabendo tudo o que aconteceu sem julgar ou querer condenar o assassino de Missy. Porém, não é possível aprender qualquer coisa em apenas um dia, é preciso prática e esforço, principalmente esses ensinamentos dos quais não existe fórmula a seguir.

Quanto a atuação, confesso que esperava mais de todos os atores - incluindo Octavia Spencer -, pois, apesar de passarem emoção em certas cenas, não me pareceu o suficiente para tocar as pessoas da mesma forma que o livro toca. Então, se eu tivesse que indicar o filme ou o livro, é com absoluta certeza que eu diria o livro (mas isso não é novidade, certo?).

Se você é cristão: Independente de qual seja sua religião, veja. Religião não é importante neste filme. Afinal, a trama não veio para abordar pequenos grupos religiosos e sim, pessoas, ou como Jesus gosta de chamar: amigos.

Se você é ateu: Sinceramente, não sei muito bem como funcionaria para você, mas apesar da história ter como base informações bíblicas, mesmo que você não acredite no Deus da bíblia e acredite em outro tipo de força, ainda assim, os ensinamentos são válidos e muito valiosos.

O filme ainda está no cinema, mas acredito que não vá ficar por muito tempo, então, se está muito curioso para conhecer a história, corre lá!

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